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Aquecimento global fez mares da Europa ficarem até 6°C acima do normal este ano, aponta estudo

  • 19 de ago.
  • 2 min de leitura

Fonte: G1 Meio Ambiente


O aquecimento global provocado pelas atividades humanas contribuiu para que os mares ao redor da Europa registrassem temperaturas excepcionais em 2026. Segundo análise da World Weather Attribution, em algumas áreas a superfície do oceano ficou mais de 6°C acima do normal, com forte tendência de aquecimento em todas as regiões analisadas. O Mediterrâneo se destacou por aquecer mais rapidamente que a média global, e parte importante desse aumento foi atribuída diretamente às mudanças climáticas.


Imagem: Pexels
Imagem: Pexels

Os pesquisadores compararam os períodos mais quentes de 14 dias em diferentes regiões marítimas da Europa com um cenário sem o aquecimento causado pelas atividades humanas. Os resultados indicam que, em três das quatro áreas estudadas, temperaturas como as registradas em 2026 seriam praticamente impossíveis em um clima pré-industrial. No Mediterrâneo Ocidental, por exemplo, as temperaturas extremas da superfície do mar aumentaram cerca de 3,1°C, enquanto no Mediterrâneo Oriental a alta foi de aproximadamente 2,6°C.


As ondas de calor marinhas podem provocar impactos importantes nos ecossistemas, afetando organismos sensíveis como corais, esponjas e grandes algas. A perda dessas espécies pode comprometer habitats e gerar efeitos em toda a cadeia alimentar, atingindo peixes, aves e mamíferos marinhos, além de ameaçar atividades como a pesca e a produção de alimentos em regiões costeiras.


Em 2026, cerca de 90% do Golfo da Biscaia e da costa da Península Ibérica e quase 70% do Mediterrâneo Oriental foram afetados por ondas de calor marinhas. Além dos impactos sobre os ecossistemas, o aquecimento do mar pode aumentar a umidade do ar, tornar as noites mais abafadas e favorecer chuvas intensas quando há condições para tempestades. Os pesquisadores alertam que, com o avanço do aquecimento global, episódios semelhantes podem se tornar ainda mais quentes e frequentes nas próximas décadas.


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O projeto Tempo de Aprender em Clima de Ensinar foi criado pela equipe do Laboratório de Meteorologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (LAMET/UENF), com o intuito de discutir com alunos e professores de escolas públicas as diferenças entre os conceitos de “tempo” e “clima” através de avaliações e estudos das características da atmosfera.

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