Calor extremo ameaça o parmesão e muda a produção do ‘rei dos queijos’
- 16 de jul.
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Fonte: G1 Meio Ambiente

O calor extremo tem colocado em risco a produção do autêntico Parmigiano Reggiano, queijo italiano com mais de 800 anos de história e cuja fabricação é permitida apenas em regiões específicas da Itália. As vacas precisam ser alimentadas exclusivamente com grama e feno produzidos nesses locais, mas a falta de chuvas prejudica o crescimento da forragem, ameaçando a continuidade dessa tradição.
Além de reduzir em até 10% a produção de leite, as altas temperaturas também comprometem sua qualidade. O estresse térmico altera a microbiologia do leite, afetando as bactérias benéficas responsáveis pela fermentação e pelos aromas, sabores e características únicas do Parmigiano Reggiano. Segundo o Consórcio do queijo, essas bactérias fazem parte da identidade do produto e dependem das condições ambientais da região.
Para enfrentar o calor, os produtores têm investido em ventiladores, sistemas de resfriamento e maior controle da temperatura nos armazéns onde os queijos maturam por pelo menos um ano, elevando os custos de produção. A preocupação é grande porque a cadeia do Parmigiano Reggiano movimenta cerca de 4,5 bilhões de euros por ano, gera milhares de empregos e desempenha um papel fundamental na economia local.





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