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Chance El Niño ser "muito forte" é de mais de 80%, causando alerta no agronegócio e de problemas nas cidades

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Fonte: Um Só Planeta


Imagem: Pexels
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O alerta para um possível El Niño muito forte entre outubro e dezembro de 2026 já mobiliza diferentes setores no Brasil. Segundo a previsão citada, o fenômeno pode permanecer ativo até o primeiro semestre de 2027, aumentando a probabilidade de eventos como ondas de calor, secas, incêndios florestais e chuvas intensas. Embora não determine a ocorrência desses eventos, o El Niño altera os padrões climáticos e, no Brasil, costuma favorecer mais chuvas no Sul e condições mais quentes e secas em áreas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.


No Rio de Janeiro, o Corpo de Bombeiros apresentou um plano de contingência para enfrentar secas, estiagens e incêndios florestais, com treinamento de equipes, monitoramento meteorológico e integração entre órgãos públicos. No agronegócio, empresas também revisam estratégias diante dos possíveis impactos sobre o plantio, a produtividade e a logística. Excesso de chuva no Sul pode interromper o transporte da produção, enquanto a redução do nível dos rios na Amazônia pode prejudicar o transporte hidroviário.


Os reflexos também podem chegar aos consumidores, com possíveis impactos na oferta e nos preços de alimentos como café, milho, frutas, hortaliças, arroz, trigo e cana-de-açúcar. A pecuária também pode ser afetada pela redução da disponibilidade de água e pastagens. Diante desse cenário, o mercado de seguros reforça mecanismos de prevenção e proteção financeira, enquanto o setor de saúde amplia sua capacidade de resposta a desastres climáticos.


A possível intensificação do El Niño representa, portanto, um teste para a capacidade de adaptação do país. Com alertas emitidos com antecedência, governos, empresas e população têm a oportunidade de planejar ações preventivas e reduzir vulnerabilidades. Ferramentas como o Singed Lab Desastres, do IBGE, também devem contribuir com dados para identificar áreas e populações em risco, reforçando a importância de integrar a adaptação climática ao planejamento das cidades, da economia e dos serviços públicos.


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O projeto Tempo de Aprender em Clima de Ensinar foi criado pela equipe do Laboratório de Meteorologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (LAMET/UENF), com o intuito de discutir com alunos e professores de escolas públicas as diferenças entre os conceitos de “tempo” e “clima” através de avaliações e estudos das características da atmosfera.

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