Copa de 2026 pode ser a mais poluente da história, com 7,8 milhões de toneladas de CO₂
- 24 de jun.
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Fonte: DW Brasil

A Copa do Mundo de 2026 tem sido apontada por especialistas como a mais poluente da história. Com a ampliação de 32 para 48 seleções e partidas distribuídas por 16 cidades em três países, o torneio exige um volume muito maior de deslocamentos aéreos de equipes, torcedores, jornalistas e dirigentes. As estimativas indicam que o evento poderá gerar cerca de 7,8 milhões de toneladas de CO₂, equivalente às emissões anuais do Paraguai ou à circulação de aproximadamente 1,7 milhão de carros.
Mesmo sem a construção de novos estádios — um dos principais fatores de impacto ambiental em edições anteriores —, a expansão do torneio aumentou significativamente sua pegada climática. O custo ambiental projetado é cerca de duas vezes maior que o da Copa do Catar, em 2022. Além disso, o uso frequente de jatinhos particulares por dirigentes da FIFA tem sido alvo de críticas por contradizer os compromissos de sustentabilidade anunciados pela entidade.
A FIFA afirma que pretende reduzir parte das emissões por meio do incentivo ao transporte público, do uso de veículos híbridos e de programas de plantio de árvores. No entanto, especialistas questionam se essas medidas são suficientes diante da escala do evento. Outro aspecto pouco discutido é a crescente pegada de carbono digital da Copa: transmissões online, consumo de conteúdo em dispositivos eletrônicos e o aumento das plataformas de apostas esportivas também demandam grandes quantidades de energia, ampliando o impacto ambiental global do torneio.





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