Microplásticos esquentam atmosfera e podem ter efeito comparável ao de 200 usinas a carvão, indica novo estudo
- 7 de mai.
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Um Só Planeta
Um estudo publicado na revista Nature Climate Change aponta que os microplásticos presentes na atmosfera podem contribuir diretamente para o aquecimento global. Segundo a pesquisa, partículas pretas e coloridas absorvem mais calor do que refletem, funcionando como agentes de aquecimento atmosférico. Os cientistas analisaram como diferentes tipos de microplásticos interagem com a luz solar e concluíram que partículas pigmentadas podem absorver até 75 vezes mais calor do que plásticos transparentes ou brancos.

A pesquisa, liderada por cientistas da Universidade Fudan, estima que o impacto climático dos microplásticos suspensos no ar corresponda a cerca de um sexto do efeito causado pelo carbono negro, a fuligem produzida pela queima de combustíveis fósseis. Embora menor que o impacto de setores como transporte e indústria, os pesquisadores afirmam que o efeito não é insignificante. Segundo os cálculos do estudo, o aquecimento provocado anualmente pelos microplásticos seria equivalente à operação de aproximadamente 200 usinas movidas a carvão ao longo de um ano.
Os cientistas destacam que ainda existem muitas incertezas sobre o tamanho real desse impacto climático, já que medir a quantidade de microplásticos na atmosfera e entender suas interações com a radiação solar continua sendo um desafio. Mesmo assim, os autores afirmam que já há evidências suficientes para reforçar a necessidade de reduzir a poluição plástica global. Além dos impactos sobre ecossistemas, oceanos e saúde humana, os efeitos climáticos podem se tornar mais um motivo para ampliar os esforços internacionais de combate ao plástico no meio ambiente.





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