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Por que as aeronaves deixam faixas brancas no céu? Entenda efeito no clima

  • 7 de mai.
  • 2 min de leitura

G1 Meio Ambiente


Imagem: Pexels
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As contrails, ou “rastros de condensação”, são as faixas brancas deixadas por aviões em grandes altitudes e formadas por cristais de gelo. Elas surgem quando o vapor d’água liberado pelos motores se condensa e congela em regiões frias e úmidas da atmosfera, utilizando partículas de fuligem como núcleo para a formação dos cristais. Embora pareçam inofensivas, essas nuvens artificiais contribuem para as mudanças climáticas ao reter parte da radiação infravermelha emitida pela Terra, intensificando o aquecimento global. Apesar de também refletirem parte da luz solar, o efeito de aquecimento predomina em escala global.


O impacto climático das contrails depende das condições atmosféricas. Em ambientes secos, elas desaparecem rapidamente e têm efeito insignificante. Porém, em regiões frias e úmidas, podem persistir por horas, crescer e formar extensos campos de nuvens chamados contrail cirrus, capazes de cobrir áreas equivalentes a países inteiros. Essas nuvens podem provocar um efeito climático comparável ao de dezenas ou até centenas de toneladas de dióxido de carbono. Inicialmente, o aquecimento causado por um voo é dominado pelas contrails, enquanto o CO₂ passa a ter maior influência nos anos seguintes, devido à sua permanência prolongada na atmosfera.


Pesquisadores buscam maneiras de reduzir o impacto climático dessas nuvens artificiais. Entre as alternativas estão o desenvolvimento de combustíveis e motores menos poluentes e, principalmente, a otimização das rotas de voo para evitar regiões atmosféricas favoráveis à formação das contrails. Projetos científicos, como o Mist, trabalham no desenvolvimento de sensores capazes de medir melhor a umidade em altitude e prever onde essas nuvens se formarão. Embora mudanças tecnológicas na aviação sejam lentas, o redirecionamento estratégico das aeronaves pode ser uma solução mais rápida para reduzir o impacto climático do setor aéreo.


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O projeto Tempo de Aprender em Clima de Ensinar foi criado pela equipe do Laboratório de Meteorologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (LAMET/UENF), com o intuito de discutir com alunos e professores de escolas públicas as diferenças entre os conceitos de “tempo” e “clima” através de avaliações e estudos das características da atmosfera.

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