Por que os voos estão ficando mais turbulentos -- e em qual poltrona sentar para sofrer menos com a turbulência
- 16 de jul.
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Fonte: Um Só Planeta

Estudos indicam que a turbulência durante voos tem se tornado mais frequente e intensa nas últimas décadas, especialmente a chamada turbulência em céu claro, que não pode ser detectada pelo radar meteorológico. Pesquisa da Universidade de Reading aponta que o cisalhamento do vento na corrente de jato aumentou 15% desde 1979, enquanto a turbulência severa em céu claro cresceu 55% nas principais rotas aéreas. Casos recentes envolvendo companhias como Delta, easyJet e Cathay Pacific reforçam essa preocupação.
Segundo a ex-piloto Emma Henderson, a principal causa desse aumento é a mudança climática. O aquecimento da atmosfera intensifica as correntes de jato em algumas regiões, fortalecendo o cisalhamento do vento e favorecendo a ocorrência de turbulência em céu claro, especialmente em altitudes de cruzeiro. Além disso, o aumento da atividade de tempestades em diversas regiões também contribui para voos mais instáveis.
Apesar desse cenário, especialistas destacam que voar continua sendo seguro. As companhias aéreas e os pilotos contam com tecnologias mais avançadas para prever áreas de turbulência, compartilhar informações em tempo real e ajustar rotas ou altitudes para evitar as regiões mais instáveis. Em alguns casos, subir ou descer cerca de 2.000 pés já é suficiente para encontrar uma massa de ar mais estável, reduzindo os impactos sentidos pelos passageiros.
O maior risco da turbulência não é para a aeronave, que é projetada para suportar forças muito superiores às encontradas em voo, mas para pessoas sem o cinto de segurança afivelado. Por isso, os especialistas recomendam manter o cinto preso sempre que estiver sentado, preferir assentos próximos às asas para sentir menos os movimentos, manter-se hidratado, evitar excesso de álcool e seguir todas as orientações da tripulação, garantindo uma viagem mais segura e confortável.





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