Tempestades de granizo mais destruidoras podem ficar até 50% mais frequentes com mudanças climáticas, diz novo estudo
- 8 de jun.
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Um estudo publicado na revista científica Nature indica que as mudanças climáticas podem aumentar a ocorrência de tempestades de granizo com pedras maiores e mais destrutivas ao longo das próximas décadas. Segundo os pesquisadores, eventos com granizos maiores do que uma bola de gude podem crescer entre 38% e 47% até o final do século, impulsionados pelo aumento da temperatura global, que favorece a formação de tempestades mais intensas e correntes ascendentes mais fortes dentro das nuvens.

Embora raramente cause mortes, o granizo já gera prejuízos expressivos em todo o mundo, estimados em cerca de US$ 80 bilhões por ano. Pedras maiores atingem o solo com mais força e podem provocar danos significativos a veículos, telhados, plantações, painéis solares e outras infraestruturas. Especialistas alertam que muitas cidades e construções ainda não estão preparadas para enfrentar eventos desse tipo, o que pode ampliar os impactos econômicos e sociais no futuro.
A pesquisa utilizou modelos tridimensionais para simular a formação de granizo em diferentes cenários climáticos e concluiu que uma atmosfera mais quente contém mais vapor d’água, favorecendo o crescimento das pedras de gelo antes da queda. Os maiores aumentos de granizo extremo são projetados para regiões como Argentina, Europa, Canadá e as planícies do norte dos Estados Unidos. Segundo os cientistas, além das mudanças climáticas, a expansão da infraestrutura em áreas vulneráveis também será um fator determinante para o aumento dos prejuízos causados por esse fenômeno.





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