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87% das empresas reagem a desastres climáticos, mas só 10% investem em prevenção

  • há 22 horas
  • 1 min de leitura

Fonte: Um Só Planeta


Imagem gerada por IA
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As recentes chuvas em Minas Gerais e no litoral de São Paulo evidenciam um padrão recorrente no Brasil: a mobilização cresce após tragédias, mas os investimentos estruturais em prevenção seguem limitados. Segundo o relatório Perspectivas para a Filantropia no Brasil 2026, do IDIS, 87% das empresas atuaram em desastres naturais por meio de programas sociais, enquanto apenas 10% investiram em prevenção e 15% em adaptação climática. O diagnóstico aponta que o país ainda opera sob uma lógica predominantemente reativa, respondendo aos impactos em vez de antecipá-los.


De acordo com Luisa Lima, do IDIS, essa dinâmica está ligada a entraves institucionais, regulatórios e à baixa articulação entre منابع públicos, privados e filantrópicos. Instrumentos como coinvestimentos e modelos de blended finance ainda são pouco explorados, o que dificulta estratégias coordenadas e de longo prazo. Embora haja forte mobilização solidária — com metade dos brasileiros já tendo doado em emergências e 66% demonstrando intenção de continuar apoiando organizações — o desafio é transformar essa resposta pontual em financiamento estruturado, sustentado por confiança, transparência e boa governança.


O relatório também destaca a fragmentação do investimento social privado, com apenas 26% das iniciativas empresariais ocorrendo por meio de arranjos colaborativos. Apesar disso, experiências como o CRA Sustentável do Cacau, o programa Juntos pela Saúde e o Fundo Florestas Tropicais para Sempre indicam caminhos para integrar capitais públicos e privados na agenda climática. Para o IDIS, ampliar e consolidar esses modelos é essencial para reduzir os impactos econômicos e sociais de eventos extremos, que tendem a se intensificar com as mudanças climáticas.


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O projeto Tempo de Aprender em Clima de Ensinar foi criado pela equipe do Laboratório de Meteorologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (LAMET/UENF), com o intuito de discutir com alunos e professores de escolas públicas as diferenças entre os conceitos de “tempo” e “clima” através de avaliações e estudos das características da atmosfera.

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