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"As manhãs e as noites não existem mais": como é viver em um dos lugares mais quentes e úmidos do planeta

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Por G1 Meio Ambiente


O distrito de Banda, no estado de Uttar Pradesh, na Índia, enfrentou em maio uma onda de calor extrema, com temperaturas entre 47°C e 48°C durante mais de uma semana. O calor intenso começou já nas primeiras horas da manhã, alterando completamente a rotina da população. Mercados passaram a funcionar ao amanhecer e encerravam as atividades antes das 10h, enquanto trabalhadores adaptaram seus horários para evitar a exposição ao sol nos períodos mais quentes do dia.


Foto: Freepik
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A população, majoritariamente dependente de atividades ao ar livre, como agricultura, construção civil e transporte, teve de reorganizar sua vida em torno das altas temperaturas. Muitos trabalhadores passaram a fazer longas pausas durante a tarde, mesmo que isso prolongasse a jornada diária. Além disso, o calor afeta a conservação dos alimentos, reduz a circulação de clientes no comércio e aumenta os casos de problemas de saúde relacionados à desidratação e ao estresse térmico, especialmente entre crianças e idosos.


Foto: Freepik
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Especialistas apontam que o problema é agravado por fatores ambientais e climáticos. A redução da cobertura vegetal, a exploração de recursos naturais, a diminuição dos níveis dos rios e das águas subterrâneas e a expansão das áreas urbanizadas aumentam a vulnerabilidade de Banda ao calor extremo. Segundo pesquisadores, o distrito vem registrando temperaturas recordes com maior frequência e, mais recentemente, o que chamou atenção foi a duração prolongada das ondas de calor, que também se estendem durante a noite.


A escassez de água e a falta de acesso a sistemas de refrigeração tornam a situação ainda mais difícil para a população mais pobre. Apesar dos riscos crescentes, muitos moradores afirmam estar acostumados ao calor e continuam adaptando suas rotinas para conviver com ele. No entanto, cientistas alertam que o aumento da intensidade e da duração desses eventos extremos pode elevar significativamente os riscos à saúde e à mortalidade, especialmente em regiões densamente povoadas como Uttar Pradesh.


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O projeto Tempo de Aprender em Clima de Ensinar foi criado pela equipe do Laboratório de Meteorologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (LAMET/UENF), com o intuito de discutir com alunos e professores de escolas públicas as diferenças entre os conceitos de “tempo” e “clima” através de avaliações e estudos das características da atmosfera.

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