Incêndios, mineração e poluição: as críticas às baterias dos carros elétricos fazem sentido?
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Fonte: G1 Meio Ambiente

As vendas de veículos elétricos seguem em forte crescimento em diversas regiões do mundo, impulsionadas pela crise global do petróleo e pela queda no custo das baterias. Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), as vendas aumentaram mais de 150% na Austrália, cerca de 80% na região Ásia-Pacífico (exceto China), 75% na América Latina e quase um terço na Europa. Apesar da expansão, as baterias continuam sendo alvo de críticas relacionadas à segurança, ao custo e aos impactos ambientais da extração de minerais.
Uma das principais preocupações envolve o uso de cobalto, cuja mineração na República Democrática do Congo é marcada por denúncias de exploração de trabalhadores e danos ambientais. No entanto, especialistas destacam que a indústria automobilística tem reduzido rapidamente a dependência desse mineral com a adoção de baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP), que não utilizam cobalto, além do avanço de tecnologias como as baterias de íons de sódio. A AIE afirma ainda que as reservas conhecidas de minerais críticos são suficientes para atender à demanda futura, embora a concentração da produção de baterias na China represente um desafio.
Especialistas reconhecem que existem preocupações legítimas sobre os impactos da mineração, as condições de trabalho e a transparência das cadeias de suprimento, mas alertam para a existência de narrativas que buscam desacreditar a transição energética. Para eles, o caminho não é ignorar esses problemas, mas fortalecer a fiscalização ambiental e trabalhista, ampliar a reciclagem de minerais e garantir que as novas cadeias de suprimento sejam mais sustentáveis e transparentes do que aquelas associadas aos combustíveis fósseis.





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