Barcos movidos a hidrogênio são alternativas para a descarbonização do setor náutico
- 18 de dez. de 2025
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Fonte: Um Só Planeta
A propulsão a hidrogênio começa a ganhar espaço no setor naval brasileiro como alternativa para reduzir emissões de carbono e custos operacionais, especialmente em longas rotas fluviais. O modal aquaviário, ainda fortemente dependente do diesel, lançou 2,76 milhões de toneladas de gases de efeito estufa em 2023, segundo a Antaq. Na Amazônia, onde a navegação é essencial e as emissões são elevadas, tecnologias de baixa ou zero emissão surgem como solução estratégica para diminuir a pegada climática em uma das regiões mais sensíveis do planeta.
Durante a COP30, em Belém, foram apresentados projetos emblemáticos, como o BotoH2, primeiro barco 100% movido a hidrogênio da América Latina, e o JAQ H1, embarcação híbrida desenvolvida pela iniciativa privada. Além de zerar ou reduzir drasticamente as emissões operacionais, esses barcos demonstram potencial econômico relevante, com economia de milhares de litros de diesel em viagens longas. As embarcações também foram projetadas para múltiplas funções, como coleta de resíduos, combate a incêndios, transporte e educação ambiental, ampliando seu impacto social e ambiental.
O avanço brasileiro se insere em uma corrida internacional por combustíveis marítimos de baixíssima emissão, como hidrogênio, amônia e metanol. Especialistas destacam que a tecnologia já é madura e disponível, mas ainda enfrenta desafios de custo, infraestrutura e escala. Com uma matriz elétrica majoritariamente renovável e vantagens geopolíticas, o Brasil tem potencial para liderar a produção de hidrogênio verde, desde que avance na regulação e na implementação de incentivos públicos capazes de acelerar a transição do setor naval para uma navegação mais limpa e sustentável.





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