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Brasil tem 2,6 mil municípios em risco de desastres naturais

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Fonte: DW Brasil


Foto: Pexels
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Dados do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, por meio da plataforma AdaptaBrasil, indicam que 2,6 mil cidades brasileiras apresentam risco alto ou muito alto para desastres como secas, inundações e deslizamentos, além de impactos na segurança alimentar. Especialistas defendem que, além de mitigar emissões, é essencial investir em adaptação — entendida como o ajuste planejado de sistemas humanos e naturais para reduzir vulnerabilidades. No entanto, ainda são raras as adaptações estruturadas por políticas públicas, em um contexto de múltiplas fragilidades sociais e urbanas.


Para enfrentar esse cenário, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima criou o programa AdaptaCidades, que apoia estados e municípios na elaboração de planos de adaptação climática. Inicialmente voltado a 260 cidades, o projeto deve superar 500 municípios, com destaque para o Rio Grande do Sul, onde serão desenvolvidos 11 planos regionais abrangendo 206 cidades. A iniciativa prevê capacitação técnica, acesso a dados de risco, fortalecimento da governança e orientação para captação de recursos. Experiências como as de Recife e Santos mostram como planejamento pode resultar em ações concretas, como ampliação de áreas verdes, contenção de encostas e adaptação baseada em ecossistemas.


Apesar dos avanços, especialistas alertam que elaborar planos não é suficiente: é preciso implementá-los e monitorá-los continuamente. Estudos apontam que muitas cidades enfrentam dificuldades para transformar propostas em ações, devido a limitações orçamentárias, falta de priorização e desafios institucionais. Problemas como ilhas de calor, por exemplo, exigem integração entre planejamento urbano, aumento de áreas verdes e uso adequado do solo. Para pesquisadores do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a adaptação deve ser permanente e incorporar uma “lente climática” na gestão pública, considerando como as mudanças do clima intensificam vulnerabilidades já existentes.


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O projeto Tempo de Aprender em Clima de Ensinar foi criado pela equipe do Laboratório de Meteorologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (LAMET/UENF), com o intuito de discutir com alunos e professores de escolas públicas as diferenças entre os conceitos de “tempo” e “clima” através de avaliações e estudos das características da atmosfera.

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