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Tempestades trazem microplásticos do mar para a terra firme, indica estudo

  • Foto do escritor: Tempo de Aprender em Clima de Ensinar
    Tempo de Aprender em Clima de Ensinar
  • 18 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Fonte: Um Só Planeta


Um estudo inédito publicado na revista Environmental Science & Technology revela que tempestades tropicais, como tufões, furacões e ciclones, não apenas causam destruição visível, mas também atuam como vetores de dispersão de microplásticos do oceano para o continente. Ao analisar a passagem de três tufões na cidade costeira de Ningbo, na China, pesquisadores observaram que, durante as tempestades, a deposição de microplásticos no solo aumentou drasticamente, chegando a mais de 12 mil partículas por metro quadrado por dia no evento mais intenso. Os níveis retornavam ao normal após a dissipação das tempestades, indicando que se tratava de pulsos transitórios diretamente associados aos sistemas meteorológicos.


Foto: Pexels
Foto: Pexels

As evidências apontam para uma origem marinha desses microplásticos. Durante os tufões, foram identificados polímeros típicos de sedimentos oceânicos, raros em ambientes urbanos, além de partículas muito pequenas, facilmente aerossolizadas pelo estouro de bolhas na superfície do mar sob ventos extremos. A modelagem atmosférica confirmou que as massas de ar responsáveis pelo transporte haviam passado sobre o oceano agitado, reforçando a conclusão de que as tempestades aspiram microplásticos da água e os redistribuem por terra firme, por meio da combinação de ventos fortes e chuvas intensas.


O estudo propõe, assim, um novo elo no ciclo global do plástico, conectando diretamente poluição marinha e mudanças climáticas. Oceanos mais quentes tendem a gerar tempestades mais intensas, que por sua vez transferem maiores quantidades de microplásticos para a atmosfera e o solo, criando um ciclo de retroalimentação preocupante. Além de ampliar riscos ambientais, esse processo expõe populações costeiras a partículas potencialmente inaláveis, reforçando a necessidade de ações integradas que reduzam o plástico nos oceanos como estratégia de adaptação climática, proteção da saúde pública e cooperação internacional.


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O projeto Tempo de Aprender em Clima de Ensinar foi criado pela equipe do Laboratório de Meteorologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (LAMET/UENF), com o intuito de discutir com alunos e professores de escolas públicas as diferenças entre os conceitos de “tempo” e “clima” através de avaliações e estudos das características da atmosfera.

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