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Calor extremo: o que é, por que está se tornando mais frequente e quais são os riscos para a saúde e para as cidades

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Fonte: Um Só Planeta


O calor extremo é considerado um dos eventos climáticos mais perigosos da atualidade, pois seus impactos na saúde e na sociedade costumam ser silenciosos, aumentando casos de doenças, desidratação, internações e mortes. Nos últimos anos, episódios recordes foram registrados em diversas regiões do mundo, impulsionados principalmente pelas mudanças climáticas causadas pelas emissões de gases de efeito estufa.


Imagem: Freepik
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O que é calor extremo?

O calor extremo ocorre quando temperaturas elevadas, associadas a fatores como alta umidade, radiação solar intensa e pouca circulação de ar, elevam significativamente os riscos para pessoas, ecossistemas e infraestrutura. Uma de suas manifestações mais conhecidas são as ondas de calor, caracterizadas por temperaturas excepcionalmente altas durante vários dias consecutivos. Nesses eventos, as noites quentes são especialmente preocupantes, pois impedem que o corpo e o ambiente liberem o calor acumulado ao longo do dia.


Além do aquecimento global, fatores como oceanos mais quentes, secas, sistemas de alta pressão atmosférica e fenômenos como o El Niño podem intensificar esses episódios. Embora qualquer pessoa possa ser afetada, idosos, crianças, gestantes, pessoas com doenças crônicas, trabalhadores expostos ao sol e populações vulneráveis apresentam maior risco.


Os impactos incluem desidratação, exaustão térmica, agravamento de doenças cardiovasculares e respiratórias, sobrecarga dos rins e insolação. O calor extremo também afeta o funcionamento das cidades, aumentando o consumo de energia, os riscos de incêndios florestais, as perdas agrícolas e a pressão sobre os recursos hídricos.

Para reduzir os riscos, recomenda-se manter-se hidratado, evitar exposição ao sol nos horários mais quentes, buscar ambientes frescos e acompanhar alertas meteorológicos. Especialistas destacam, porém, que a adaptação das cidades, com mais áreas verdes, infraestrutura adequada e sistemas de alerta, é fundamental para enfrentar um futuro cada vez mais quente.


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O projeto Tempo de Aprender em Clima de Ensinar foi criado pela equipe do Laboratório de Meteorologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (LAMET/UENF), com o intuito de discutir com alunos e professores de escolas públicas as diferenças entre os conceitos de “tempo” e “clima” através de avaliações e estudos das características da atmosfera.

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