Nem toda mudança ameaça a vida, mas a velocidade dela, sim: o que as grandes extinções ensinam sobre um planeta em rápida transformação
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Fonte: Um Só Planeta

Um estudo publicado na revista científica Physical Review Letters, desenvolvido por pesquisadores do MIT e da Universidade de Leicester, propõe um modelo matemático para explicar os grandes eventos de extinção da Terra. A principal conclusão é que o fator mais importante não é apenas a intensidade das mudanças ambientais, mas a velocidade com que elas ocorrem. Quando o ambiente se transforma mais rapidamente do que as espécies conseguem se adaptar, aumenta significativamente o risco de extinção.
Os cientistas analisaram registros geológicos e paleontológicos dos últimos 450 milhões de anos, comparando alterações no ciclo do carbono com 27 grandes episódios de mudanças ambientais. O estudo identificou um padrão consistente: quase todas as grandes extinções coincidiram com períodos em que as mudanças no planeta ocorreram em ritmo superior à capacidade de adaptação dos organismos vivos.
Um dos exemplos citados é a extinção em massa do fim do período Permiano, há cerca de 252 milhões de anos, quando a rápida acidificação dos oceanos contribuiu para a extinção de mais de 80% das espécies marinhas. Segundo os pesquisadores, diferentes grupos de organismos possuem velocidades distintas de adaptação, e transformações muito rápidas podem ultrapassar esse limite evolutivo.
Embora o estudo tenha como foco eventos do passado, os autores alertam que suas conclusões ajudam a compreender os desafios atuais das mudanças climáticas. O aumento acelerado das concentrações de dióxido de carbono, impulsionado pela queima de combustíveis fósseis, pelo desmatamento e por outras atividades humanas, ocorre em um ritmo semelhante ao observado antes de antigas extinções em massa. Isso reforça a importância de reduzir as emissões e ampliar as medidas de adaptação para preservar a biodiversidade e minimizar os impactos sobre a sociedade.





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