Metade das emissões globais de CO₂ vem de apenas 32 empresas de combustíveis fósseis, aponta estudo
- Tempo de Aprender em Clima de Ensinar

- 26 de jan.
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Fonte: Um Só Planeta

Um relatório do banco de dados Carbon Majors, elaborado pelo think tank britânico InfluenceMap, revela que mais da metade das emissões globais de CO₂ em 2024 teve origem em apenas 32 empresas de combustíveis fósseis, evidenciando a crescente concentração da poluição em um pequeno grupo de produtores. Dentre as 20 maiores emissoras, 17 são estatais e respondem por 38% das emissões do setor, com destaque para a Saudi Aramco, líder global, e para gigantes controladas por países como Rússia, China, Irã e Índia. Se fossem nações, algumas dessas empresas estariam entre os maiores poluidores do planeta.
O estudo também expõe o peso político dessas companhias na resistência à transição energética, refletido na COP30, realizada em Belém, que terminou sem acordo sobre a eliminação gradual de petróleo, gás e carvão. Segundo o InfluenceMap, todas as empresas estatais do top 20 pertencem a países que se opuseram a essa proposta, criando barreiras estruturais para conter o aquecimento global. Analistas e ativistas afirmam que esse grupo concentrado de corporações não apenas domina as emissões, mas atua para enfraquecer a ambição climática dos governos.
Apesar da meta do Acordo de Paris de reduzir as emissões em 45% até 2030 para limitar o aquecimento a 1,5 °C, especialistas avaliam que esse objetivo já está fora de alcance, embora cada redução ainda seja crucial para evitar impactos mais severos. Os dados do Carbon Majors, que mapeiam emissões desde 1845, têm servido de base para estudos científicos e ações judiciais, associando diretamente grandes empresas fósseis a eventos extremos de calor e fortalecendo iniciativas legais que buscam responsabilizar financeiramente os maiores poluidores pelos danos climáticos.








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