O peso da retirada dos EUA dos pactos climáticos
- Tempo de Aprender em Clima de Ensinar

- 26 de jan.
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Fonte: DW Brasil

A organização Union of Concerned Scientists (UCS) classificou como um “novo patamar de retrocesso” o plano do presidente Donald Trump de retirar os Estados Unidos de 66 organizações, convenções e tratados internacionais. A medida atinge iniciativas ligadas à democracia, aos direitos humanos e, sobretudo, à agenda ambiental e climática, incluindo a Convenção-Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e a Agência Internacional de Energia Renovável. A decisão reforça a postura anticiência do governo, que também anunciou a saída do Acordo de Paris logo no início do segundo mandato.
Especialistas e lideranças internacionais alertam que o afastamento dos EUA enfraquece a cooperação global no enfrentamento da crise climática, tanto pela perda de recursos financeiros quanto pelo peso político do país. Representantes da União Europeia e do governo alemão lamentaram a decisão, mas ressaltaram que outros países seguem comprometidos com a ação climática, avançando em alianças de mercado de carbono, transição energética e combate à desinformação. Para organizações ambientais, a saída americana não interrompe a transição para uma economia de baixo carbono, que continua impulsionada por benefícios econômicos e tecnológicos.
Dentro dos próprios Estados Unidos, a medida foi duramente criticada por lideranças climáticas, que apontam prejuízos à economia, à segurança e à capacidade de influenciar investimentos globais. Gina McCarthy, ex-conselheira climática da Casa Branca, afirmou que a decisão é míope e vergonhosa, mas garantiu que estados, cidades, empresas e universidades seguirão engajados na cooperação internacional. Para especialistas, apesar da ausência do governo federal, a ação climática local e regional continuará sendo um caminho essencial para enfrentar a crise e proteger as futuras gerações.








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