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Mundo entrou em estado de 'falência hídrica', alertam pesquisadores da ONU

  • Foto do escritor: Tempo de Aprender em Clima de Ensinar
    Tempo de Aprender em Clima de Ensinar
  • há 4 dias
  • 1 min de leitura

Fonte: G1 Meio Ambiente


O mundo entrou em uma era de “falência hídrica”, marcada pelo uso de mais água doce do que a natureza consegue repor, agravado pelas mudanças climáticas. Cerca de 4 bilhões de pessoas enfrentam escassez severa de água ao menos um mês por ano, com impactos visíveis como reservatórios vazios, colapsos agrícolas, racionamentos, incêndios florestais e tensões sociais. Um estudo recente aponta que muitos sistemas hídricos já não conseguem retornar às suas condições naturais, caracterizando uma crise crônica e estrutural.


Foto: Pexels
Foto: Pexels

Na prática, a falência hídrica se manifesta pelo uso excessivo de aquíferos, secagem de rios, intrusão de água salgada e subsidência do solo, fenômeno que já afeta milhões de quilômetros quadrados e cerca de 2 bilhões de pessoas em áreas urbanas. A agricultura, responsável por aproximadamente 70% do uso global de água doce, é especialmente vulnerável: bilhões de pessoas e mais da metade da produção mundial de alimentos dependem de regiões com armazenamento hídrico instável, o que ameaça a segurança alimentar e aumenta riscos econômicos e sociais.


As causas incluem a degradação de zonas úmidas, a poluição da água, o crescimento da demanda urbana e industrial e a intensificação das secas com o aquecimento global. Para reverter o cenário, especialistas defendem reconhecer os limites reais de uso da água, proteger e restaurar ecossistemas naturais, reduzir o consumo de forma justa, melhorar o monitoramento dos recursos hídricos e redesenhar cidades e sistemas produtivos. A falência hídrica, assim como a financeira, pode ser um ponto de virada para aprender a viver dentro dos limites impostos pela natureza.


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O projeto Tempo de Aprender em Clima de Ensinar foi criado pela equipe do Laboratório de Meteorologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (LAMET/UENF), com o intuito de discutir com alunos e professores de escolas públicas as diferenças entre os conceitos de “tempo” e “clima” através de avaliações e estudos das características da atmosfera.

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