Novo estudo alerta que faltam apenas 3 anos para os piores impactos das mudanças climáticas no mundo
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- 23 de jul.
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Fonte: G1 Meio Ambiente
O mundo enfrenta um momento crítico diante das mudanças climáticas, com a África sofrendo impactos severos e os governos avançando lentamente nas ações necessárias. Embora todos os países-membros da ONU devessem ter apresentado seus planos climáticos atualizados (as Contribuições Nacionalmente Determinadas – NDCs) até fevereiro de 2025, apenas 25 o fizeram até agora, representando apenas 20% das emissões globais. Relatórios científicos mostram que o aquecimento causado pelo homem já atingiu 1,36 °C, elevando as temperaturas médias globais a 1,52 °C — acima do limite seguro de 1,5 °C previsto no Acordo de Paris.

Os dados alarmantes mostram que a “cota de carbono” restante pode se esgotar em menos de três anos se o ritmo atual de emissões continuar. Enquanto isso, eventos extremos, como ondas de calor e enchentes, aumentam em frequência e intensidade, com consequências econômicas e sociais graves. Ainda assim, os dados climáticos muitas vezes não chegam com a velocidade necessária para uma resposta política eficaz, diferentemente de indicadores econômicos. A falta de comprometimento de grandes emissores, como os países do G20, agrava a crise — apenas cinco deles, incluindo o Brasil, apresentaram seus planos até agora.
Para frear o avanço da crise, é fundamental que os países atualizem e alinhem seus planos climáticos com metas globais, além de garantir financiamento justo para nações em desenvolvimento. A presidência do G20 pela África do Sul pode ser estratégica para pressionar por ações concretas, e eventos como a Semana do Clima da ONU em Adis Abeba podem apoiar esse processo. A COP30 será um marco decisivo: se os países agirem com ambição e responsabilidade, ainda é possível evitar os piores efeitos da emergência climática.








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