O maior mar interior do mundo está desaparecendo
- 7 de mai.
- 1 min de leitura
DW Brasil
O Mar Cáspio, maior corpo de água interior do mundo, está encolhendo rapidamente devido às mudanças climáticas e à redução do volume de água que chega ao lago por rios como o Volga, responsável por cerca de 80% de sua alimentação hídrica. Cientistas afirmam que o aumento das temperaturas globais intensifica a evaporação da água, enquanto a diminuição das chuvas e o uso intensivo de recursos hídricos agravam ainda mais a situação. Projeções indicam que o nível do mar pode cair até 21 metros neste século, causando impactos ambientais, econômicos e sociais significativos nos cinco países banhados pelo Cáspio.

Os efeitos da retração já são visíveis em diferentes regiões do lago. No norte, entre Rússia e Cazaquistão, áreas rasas estão secando, prejudicando a pesca e destruindo habitats importantes para espécies como as focas-do-cáspio. Na costa iraniana, moradores relatam mudanças drásticas na paisagem e queda da atividade pesqueira, com locais antes à beira-mar ficando cada vez mais distantes da água. Além disso, portos enfrentam dificuldades operacionais e precisam de dragagens constantes para manter o tráfego de embarcações.
Especialistas alertam que o Cáspio pode seguir um caminho semelhante ao do Mar de Aral, que praticamente desapareceu após décadas de desvio de rios e má gestão hídrica. A exposição do leito seco pode gerar tempestades de poeira tóxica e alterar o clima regional, ampliando os impactos ambientais e à saúde humana. Diante desse cenário, pesquisadores defendem maior cooperação entre os países da região e políticas públicas mais rápidas e eficazes para enfrentar os efeitos da crise climática e preservar os ecossistemas do Cáspio.





Comentários