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'Rios atmosféricos': o que é o fenômeno que coloca o Sul do Brasil em alerta para tempestades

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Fonte: G1 Meio Ambiente


Imagem: Freepik
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Parte da Região Sul do Brasil deve enfrentar tempestades entre quinta-feira (16) e o fim de semana, com possibilidade de granizo, rajadas de vento entre 60 e 100 km/h e acumulados elevados de chuva, principalmente no Rio Grande do Sul. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas de perigo para grande parte do estado, enquanto o Cemaden prevê a atuação de uma frente fria estacionária até segunda-feira, favorecendo vários dias consecutivos de precipitação.


Um dos principais fatores para a intensificação das tempestades é o Jato de Baixos Níveis (JBN), também conhecido como "rio atmosférico" ou "rio voador". Esse corredor de ventos, que atua entre 1 e 3 quilômetros de altitude, transporta ar quente e úmido da Amazônia em direção ao Centro-Sul da América do Sul. Quando interage com frentes frias, aumenta a convergência de umidade e a instabilidade atmosférica, favorecendo a formação de tempestades severas, embora esse transporte seja naturalmente menor durante o inverno.


Além do Brasil, o Chile também deve ser atingido por um poderoso rio atmosférico vindo do Oceano Pacífico. Segundo a MetSul Meteorologia, o sistema poderá alcançar as categorias 4 e 5 — o nível máximo da escala — provocando chuvas intensas, ventos fortes, tempestades e neve na Cordilheira dos Andes, especialmente nas regiões de Coquimbo, Valparaíso, Metropolitana, O'Higgins, Maule, Ñuble e Biobío.


Os rios atmosféricos são extensos corredores de vapor d'água que transportam grande parte da umidade da atmosfera e desempenham papel essencial na distribuição das chuvas. Na América do Sul, os chamados "rios voadores" levam umidade da Amazônia para o Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil, além de países vizinhos, sendo fundamentais para a agricultura e a manutenção dos ecossistemas. No entanto, o aquecimento global tem tornado esses sistemas mais intensos e duradouros, aumentando o risco de chuvas extremas, enchentes e deslizamentos, enquanto o desmatamento da Amazônia ameaça reduzir a formação desses importantes fluxos de umidade.


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O projeto Tempo de Aprender em Clima de Ensinar foi criado pela equipe do Laboratório de Meteorologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (LAMET/UENF), com o intuito de discutir com alunos e professores de escolas públicas as diferenças entre os conceitos de “tempo” e “clima” através de avaliações e estudos das características da atmosfera.

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