Tecnologia sem democracia vira risco climático, diz arquiteta do Acordo de Paris na COP30
- Tempo de Aprender em Clima de Ensinar
- 19 de nov.
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Fonte: Um Só Planeta

No Pavilhão da Alemanha na COP30, autoridades europeias destacaram que a crise climática e o avanço de regimes autoritários são ameaças interligadas à governança global do clima. Na sessão “Autocratização e reação antiambiental”, especialistas defenderam que sem instituições democráticas sólidas, a transição verde fica vulnerável a retrocessos e manipulações políticas, mesmo quando existe tecnologia disponível para avançar na descarbonização.
A francesa Laurence Tubiana, uma das arquitetas do Acordo de Paris, ressaltou que tecnologia por si só não garante uma transição justa e sustentável. Ela afirmou que regimes autoritários podem tomar decisões ambientais rápidas, mas sem transparência, participação social nem controle público — o que aumenta riscos de conflitos territoriais, violações de direitos e impactos locais mal avaliados. Tubiana alertou para sinais globais de retrocessos democráticos e para a necessidade de proteger liberdades civis, essenciais para manter a ação climática eficaz.
Antes dela, Natasha Beinker, do Ministério de Cooperação Econômica e Desenvolvimento da Alemanha, defendeu que o financiamento climático deve fortalecer atores locais — parlamentos, municípios e sociedade civil. Para ela, políticas climáticas só funcionam plenamente quando integradas a processos democráticos desde o início, com diálogo, participação e construção coletiva. A mensagem central do debate foi clara: democracia, direitos humanos e ação climática são pilares inseparáveis.




