Calor extremo já mata no Brasil: 120 mil mortes em duas décadas, estima estudo inédito
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Fonte: Um Só Planeta

Um estudo inédito realizado por pesquisadores da Fiocruz e da Universidade Federal da Bahia (UFBA) revelou que as ondas de calor estiveram associadas a cerca de 120 mil mortes no Brasil entre 2000 e 2019, o equivalente a 0,6% dos óbitos registrados no período. A pesquisa também identificou aumento das internações hospitalares por doenças respiratórias, renais e gastrointestinais durante episódios de calor extremo, reforçando que as altas temperaturas representam um importante desafio de saúde pública.
A análise mostrou que os impactos do calor são mais severos entre grupos vulneráveis, como idosos, crianças, mulheres e pessoas com menor escolaridade. Entre crianças com menos de 10 anos, as gastroenterites foram a principal causa de internação associada às ondas de calor, enquanto entre idosos houve aumento de problemas respiratórios, renais e metabólicos. O estudo aponta que o calor intenso favorece a desidratação e agrava doenças preexistentes, podendo inclusive acelerar mortes antes da hospitalização.
Os pesquisadores também constataram que as ondas de calor se tornaram mais frequentes e intensas na maior parte dos municípios brasileiros nas últimas décadas. Diante desse cenário, defendem a ampliação dos sistemas de alerta, a integração de informações climáticas às políticas de saúde e o fortalecimento da capacidade de resposta do SUS. Especialistas destacam ainda a necessidade urgente de medidas de adaptação climática, como arborização urbana e expansão de áreas verdes, para reduzir os riscos à população.





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