China quer abastecer data centers de IA com energia renovável, mas enfrenta desafios para integrar setor à rede elétrica
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Fonte: Um Só Planeta
A China pretende aumentar drasticamente o uso de energia renovável em seus data centers de inteligência artificial, elevando a participação dessas fontes de 11% em 2023 para 80% até 2030. A medida faz parte da estratégia do governo para conciliar a rápida expansão da IA com as metas de descarbonização. A urgência é explicada pelo forte crescimento do setor: a demanda de eletricidade dos data centers poderá aumentar entre 300 e 500 bilhões de quilowatts-hora entre 2026 e 2030, representando cerca de 18% do crescimento total do consumo de energia do país.

Apesar da meta ambiciosa, especialistas apontam desafios importantes para integrar os data centers às fontes renováveis. Diferentemente de setores industriais tradicionais, o consumo energético dessas instalações é mais difícil de prever, especialmente durante picos de demanda. Além disso, os operadores têm pouca flexibilidade para reduzir o uso de energia, já que os processadores utilizados em inteligência artificial são caros e precisam operar intensamente para compensar os investimentos realizados.
A expansão dos data centers já começa a pressionar o sistema elétrico chinês, elevando tanto o consumo médio quanto os picos de demanda. Especialistas defendem mecanismos que permitam maior flexibilidade energética, argumentando que pequenos ajustes no consumo poderiam reduzir significativamente a necessidade de ampliar a infraestrutura da rede elétrica. O caso da China evidencia um dos principais desafios da transição energética global: atender à crescente demanda de energia da inteligência artificial sem comprometer as metas de redução das emissões de carbono.





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