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El Niño: Oceano Pacífico atinge marca recorde de aquecimento diário mesmo meses antes do pico

há 3 horas
2 min de leitura

Fonte: G1 Meio Ambiente


El Niño ilustrado no globo terrestre. — Foto: NOAA
El Niño ilustrado no globo terrestre. — Foto: NOAA

O El Niño de 2026 apresenta sinais de forte intensificação. Dados do Climate Reanalyzer apontaram uma anomalia de +3,04 °C no Niño 3.4 em 20 de setembro, um dos maiores valores diários já registrados. Apesar disso, a intensidade oficial do fenômeno é definida pela média mensal, e setembro está em torno de +2,1 °C, classificação considerada muito forte.


Segundo especialistas, o pico do fenômeno deve ocorrer entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. A previsão é de que a média mensal do Niño 3.4 possa chegar próxima de 2,6 °C a 2,8 °C, embora ainda exista incerteza sobre a evolução do aquecimento. A NOAA estima 75% de chance de o evento ser o mais intenso desde 1950.


O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial e pode alterar os padrões de temperatura e chuva em várias partes do mundo. No Brasil, os impactos costumam incluir mais chuva no Sul, redução das precipitações no Norte e em partes do Nordeste, além de maior irregularidade das chuvas no Sudeste e Centro-Oeste e maior ocorrência de períodos de calor.


Os especialistas ressaltam, porém, que a intensidade e os impactos do fenômeno ainda dependem da evolução das condições do oceano e da atmosfera. Em um planeta que já está mais quente devido às mudanças climáticas, episódios de El Niño podem contribuir para temperaturas ainda mais elevadas e aumentar a ocorrência de extremos de calor em diferentes regiões.


El Niño 2026 — principais destaques

  • 🔥 Aquecimento recorde: o Niño 3.4 registrou +3,04 °C em 20 de setembro, um dos maiores valores diários já observados.

  • 🌡️ Fenômeno muito forte: a média de setembro está em +2,1 °C, faixa considerada muito forte.

  • 📈 Possível recorde: a NOAA estima 75% de chance de o El Niño de 2026 ser o mais intenso desde 1950.

  • 📅 Pico esperado: o maior aquecimento deve ocorrer entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.

  • 🌧️ Impactos no Brasil: tendência de mais chuva no Sul e de redução ou irregularidade das chuvas no Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.

  • 🔥 Mais calor: o fenômeno pode favorecer ondas de calor, especialmente na primavera e no verão.

  • 🌎 Clima global: o El Niño pode contribuir para temperaturas globais ainda mais elevadas.

  • ⚠️ Incertezas: a intensidade final depende da evolução das condições do oceano e da atmosfera nos próximos meses.

  • 🌡️ Mudanças climáticas: o aquecimento global também influencia o cenário, deixando o planeta mais quente e potencialmente intensificando os efeitos dos extremos climáticos.


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O projeto Tempo de Aprender em Clima de Ensinar foi criado pela equipe do Laboratório de Meteorologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (LAMET/UENF), com o intuito de discutir com alunos e professores de escolas públicas as diferenças entre os conceitos de “tempo” e “clima” através de avaliações e estudos das características da atmosfera.

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