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Estudo revela como a maior corrente oceânica do planeta redesenhou o clima global há 34 milhões de anos

  • 9 de abr.
  • 1 min de leitura

Fonte: Um Só Planeta


Imagem: Pexels
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A Corrente Circumpolar Antártica, a mais poderosa corrente oceânica do planeta, começou a se formar há cerca de 34 milhões de anos, no período Oligoceno, desempenhando papel decisivo na transformação do clima da Terra. Segundo estudo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences, liderado por Hanna Knahl, do Alfred Wegener Institute, sua origem está associada à transição de um planeta mais quente, sem grandes mantos de gelo, para um estado mais frio, marcado pela expansão das calotas polares.


A formação da corrente foi impulsionada pela abertura gradual das passagens oceânicas entre a Antártida, a América do Sul e a Austrália, especialmente pelo chamado Portal da Tasmânia. Com o afastamento desses continentes, ventos intensos passaram a circular livremente ao redor da Antártida, fortalecendo o sistema. Simulações indicam que, nesse estágio inicial, a circulação oceânica era diferente da atual, com regiões ainda estáveis — especialmente no Pacífico — revelando uma reorganização climática progressiva.


Naquele período, a concentração atmosférica de dióxido de carbono era de cerca de 600 partes por milhão, nível que pode voltar a ser atingido até o fim do século em cenários de altas emissões. A consolidação da corrente contribuiu para maior captura de carbono pelos oceanos, favorecendo a queda das temperaturas globais e o início da era do gelo do Cenozóico. Para os pesquisadores, compreender essa reorganização do passado é fundamental para interpretar as mudanças climáticas atuais e aprimorar modelos que integrem oceano, atmosfera, gelo e continentes.


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O projeto Tempo de Aprender em Clima de Ensinar foi criado pela equipe do Laboratório de Meteorologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (LAMET/UENF), com o intuito de discutir com alunos e professores de escolas públicas as diferenças entre os conceitos de “tempo” e “clima” através de avaliações e estudos das características da atmosfera.

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