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Europa registra mais de 10 mil mortes acima do esperado durante onda de calor no fim de junho

  • há 2 dias
  • 1 min de leitura

Fonte: Um Só Planeta


Imagem: Pexels
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A intensa onda de calor que atingiu a Europa no fim de junho provocou 10.650 mortes em excesso em 27 países, segundo dados da EuroMOMO. Mais de 9 mil óbitos ocorreram entre pessoas com 65 anos ou mais, grupo especialmente vulnerável ao calor extremo. O indicador compara o número de mortes registradas com o esperado para o período, e pesquisadores afirmam que o aumento incomum da mortalidade é difícil de explicar por outros fatores que não as altas temperaturas.


França e Bélgica registraram níveis classificados como “muito altos” de excesso de mortalidade, enquanto outros países enfrentaram recordes de temperatura, interrupções no fornecimento de energia e fechamento de escolas. O calor extremo pode causar insolação e agravar doenças cardiovasculares e respiratórias, especialmente entre idosos e outros grupos vulneráveis.


Os dados reforçam os impactos crescentes das mudanças climáticas sobre a saúde pública. Um estudo estimou que 2.700 pessoas morreram por causas relacionadas ao calor na Inglaterra e no País de Gales durante as ondas de calor de maio e junho, sendo que 42% dessas mortes podem estar associadas ao aquecimento adicional provocado pelas mudanças climáticas, que torna os episódios de calor mais frequentes e intensos.


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O projeto Tempo de Aprender em Clima de Ensinar foi criado pela equipe do Laboratório de Meteorologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (LAMET/UENF), com o intuito de discutir com alunos e professores de escolas públicas as diferenças entre os conceitos de “tempo” e “clima” através de avaliações e estudos das características da atmosfera.

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