Mudanças climáticas aumentam riscos na mineração
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Fonte: DW Brasil
O sistema nacional, abastecido com dados fornecidos pelas próprias empresas, registra 611 barragens de rejeitos no Brasil, sendo 128 em Minas Gerais — das quais 85 apresentam potencial de dano associado e 30 pertencem à Vale. Pesquisadores alertam para a proximidade preocupante dessas estruturas e para falhas na legislação, já que a Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB) não prevê o monitoramento de outras estruturas da mineração, como cavas, sumps e diques. Especialistas defendem que a legislação precisa ser atualizada para corrigir essas lacunas.

O avanço das mudanças climáticas e o aumento de chuvas extremas ampliam os riscos, especialmente em Minas Gerais, onde estão algumas das barragens mais antigas do país. Diante desse cenário, pesquisadores argumentam que projetos antigos e novos precisam ser reavaliados para considerar eventos climáticos mais severos. Mineradoras já estariam revisando parâmetros de segurança e promovendo a descaracterização de barragens, além de recalcular estruturas como extravasores para suportar volumes maiores de água. Também há preocupação com o impacto de chuvas intensas sobre pilhas de estéreis, cujo comportamento em situações extremas ainda é incerto.
Em Congonhas, autoridades investigam episódios recentes de extravasamento, enquanto o município discute a criação de regras específicas para estruturas não contempladas pela legislação federal. A Vale informou que apura as causas e incorporará os aprendizados aos seus planos, mas teve o alvará de funcionamento de duas minas suspenso pela prefeitura. Especialistas e ambientalistas questionam ainda a terminologia usada pelo setor, argumentando que certas cavas com barramento funcionam, na prática, como barragens, reacendendo debates sobre fiscalização, responsabilidade e segurança na mineração.








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