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COP30: Sistemas agroflorestais ganham destaque como caminho para unir produção de alimentos e ação climática

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    Tempo de Aprender em Clima de Ensinar
  • há 6 dias
  • 1 min de leitura

Fonte: Um Só Planeta


Foto: Freepik
Foto: Freepik

Líderes e organizações globais reunidos na COP30 destacam que a alimentação é um elemento central, mas ainda negligenciado, das políticas climáticas. Relatórios recentes mostram que, mesmo com o fim dos combustíveis fósseis, os sistemas alimentares atuais são capazes de elevar o aquecimento global além de 1,5°C. Responsável por cerca de 30% das emissões de gases de efeito estufa, esse setor precisa ser transformado para reduzir emissões, enfrentar a insegurança alimentar — que já atinge bilhões — e manter a produção dentro dos limites planetários.


A insegurança alimentar cresce especialmente na América Latina e no Caribe, regiões fortemente expostas a secas, enchentes e outros eventos extremos. Nesse contexto, iniciativas de agricultura sustentável, como o sistema agroflorestal implantado junto ao Povo Krenak em Minas Gerais, mostram caminhos possíveis ao integrar produção de alimentos, restauração florestal e adaptação climática. Esses sistemas diversificam cultivos, fortalecem a soberania alimentar e criam resiliência diante das mudanças climáticas, além de gerar renda local.


Experiências como a agricultura sintrópica de Ernst Götsch reforçam que conhecimento e manejo ecológico podem substituir insumos externos, promovendo solos mais férteis, maior biodiversidade e microclimas mais estáveis. Para especialistas, transformar a forma como produzimos e consumimos alimentos exige políticas públicas, educação e envolvimento comunitário. Na COP30, o tema ganha centralidade como parte essencial da estratégia global para enfrentar a crise climática e garantir comida saudável, acessível e sustentável para as futuras gerações.


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O projeto Tempo de Aprender em Clima de Ensinar foi criado pela equipe do Laboratório de Meteorologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (LAMET/UENF), com o intuito de discutir com alunos e professores de escolas públicas as diferenças entre os conceitos de “tempo” e “clima” através de avaliações e estudos das características da atmosfera.

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