Em 2024, Brasil teve maior queda nas emissões em 16 anos; mas país não deve cumprir meta climática para 2025
- Tempo de Aprender em Clima de Ensinar

- 19 de nov.
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Fonte: Um Só Planeta

As emissões brutas de gases de efeito estufa do Brasil caíram 16,7% em 2024 — a maior redução desde 2009 — principalmente devido à forte queda no desmatamento da Amazônia e do Cerrado. Segundo o SEEG, essa diminuição levou o país a emitir 2,145 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente no ano e fez as emissões líquidas caírem ainda mais, 22%. Apesar do avanço, o Brasil ainda deve ficar acima da meta climática da NDC para 2025, já que as projeções indicam 1,44 GtCO₂e, cerca de 9% acima do limite estabelecido.
Mesmo com o desmatamento em queda, outros setores não acompanharam a redução: energia, processos industriais e resíduos registraram aumento nas emissões, enquanto a agropecuária teve leve queda. A pecuária continua sendo o maior vetor de gases de efeito estufa no país, respondendo por 51% das emissões totais — o equivalente a 1,1 GtCO₂e. Se fosse um país, o “boi brasileiro” seria o sétimo maior emissor do mundo, à frente de nações como o Japão, o que evidencia a importância do setor na agenda climática brasileira.
O relatório também alerta para o aumento preocupante das emissões por incêndios florestais. Em 2024, o fogo — impulsionado pela seca extrema — gerou emissões equivalentes às de todo o desmatamento líquido do país. Pesquisadores afirmam que esse descolamento entre fogo e desmatamento indica que a mudança climática já está afetando gravemente os biomas brasileiros. Apesar das quedas expressivas de emissões em biomas como Pantanal, Cerrado e Amazônia, o impacto dos incêndios reforça a necessidade de incorporar queimadas nas diretrizes globais de contabilidade climática e de fortalecer ações de prevenção e adaptação.








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